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quarta-feira, janeiro 07, 2004

SOFTWARE LIVRE
Com a devida vénia, transcrevo um artigo do José Mota, do Blogo Social Português, obviamente apoiando a sua recomendação:
"Recomendo a toda a gente que use o OpenOffice em vez do MS-Office.

- faz tudo o que faz o MS-Office e mais umas coisas (grava em formato PDF por exemplo)

- é compatível com os ficheiros do MS-Office

- é total e legalmente à borla !

Descrição e informações:
versão inglesa, aqui:

versáo portuguesa, aqui:


Podem ir buscá-lo aqui:


e os dicionários de correcção ortográfica e hifenização em português aqui:


O BOM ANO DO GOVERNO DA DIREITA

A ida à televisão do PM é realmente fantástica. Quando toda a gente está a sofrer na pele os aumentos habituais do início do ano, o nosso 1º rejubila com a "retoma", afirmando que o ano de 2004 vai ser muito melhor para o País. Mas em que país vive ele? Os primeiros dias do ano ditaram aumentos em bens de consumo e de primeira necessidade como o pão, a água, a luz, os transportes, as portagens (alguém me explica por exemplo por que carga de água aumentam as portagens?), a renda da casa. Todos os aumentos são superiores (e nalguns casos muito superiores) à média de inflação prevista pelo Governo para o próximo ano. Por outro lado, grande parte dos analistas económicos e financeiros, concorda com as teses oficiais da "retoma", transportando-nos para o terreno (armadilhado) das previsões a médio e a longo prazo, mantendo a ilusão de uma situação mascarada pela falta de informação e mesmo de desinformação; tentam explicar o inexplicável, ou seja, tentam fazer crer uma melhoria da situação económica, quando todos vemos as coisas a piorarem de dia para dia.
Em outras zonas cinzentas da administração, os representantes da extrema-direita acumulam de forma grosseira e autoritária o despesismo e a arrogância típicos da sua política: Paulo Portas, dá-se ao luxo de comprar submarinos; Bagão Félix ataca as conquistas do 25 de Abril; Celeste Cardona, conduz a justiça como se vê. O primeiro-ministro, refém da influência da extrema-direita, navega como pode e vê os índices de popularidade subirem junto dos certos sectores empresariais, saudosos do passado.
Este ano de 2004, iremos celebrar (iremos mesmo?) os 30 anos do 25 de Abril, num clima de tristeza generalizada; um país cada vez mais cinzento, mais conservador, um país que senta no banco dos réus, mulheres e companheiros, por causa do aborto, um país cada vez mais mergulhado nos últimos lugares da União Europeia. Bem a propósito, no "Publico" de hoje, Luís Fernandes diz que há, cada vez mais, em cada um de nós "um pouco de mãe de Bragança, um pouco de bispo de Braga, um pouco de Manuela Ferreira Leite. E não se vislumbra uma luz, uma réstia de esperança, um assomo de coragem, um grito de revolta.
É pois urgente que se comece a preparar uma celebração do 25 de Abril à maneira, denunciando a situação catastrófica em que a direita e a extrema-direita estão a lançar o País.
Penso ser a única forma de saudar este novo ano de 2004, porque o resto já sabemos o que vai dar: mais desemprego, mais pobreza, mais sacrifícios para quem trabalha e paga impostos, mais indiferença generalizada.

SOFTWARE LIVRE
Com a devida vénia, transcrevo um artigo do José Mota, do Blogo Social Português, obviamente apoiando a sua recomendação:
"Recomendo a toda a gente que use o OpenOffice em vez do MS-Office.

- faz tudo o que faz o MS-Office e mais umas coisas (grava em formato PDF por exemplo)

- é compatível com os ficheiros do MS-Office

- é total e legalmente à borla !

Descrição e informações:
versão inglesa, aqui:

versáo portuguesa, aqui:


Podem ir buscá-lo aqui:


e os dicionários de correcção ortográfica e hifenização em português aqui:


O BOM ANO DO GOVERNO DA DIREITA

A ida à televisão do PM é realmente fantástica. Quando toda a gente está a sofrer na pele os aumentos habituais do início do ano, o nosso 1º rejubila com a "retoma", afirmando que o ano de 2004 vai ser muito melhor para o País. Mas em que país vive ele? Os primeiros dias do ano ditaram aumentos em bens de consumo e de primeira necessidade como o pão, a água, a luz, os transportes, as portagens (alguém me explica por exemplo por que carga de água aumentam as portagens?), a renda da casa. Todos os aumentos são superiores (e nalguns casos muito superiores) à média de inflação prevista pelo Governo para o próximo ano. Por outro lado, grande parte dos analistas económicos e financeiros, concorda com as teses oficiais da "retoma", transportando-nos para o terreno (armadilhado) das previsões a médio e a longo prazo, mantendo a ilusão de uma situação mascarada pela falta de informação e mesmo de desinformação; tentam explicar o inexplicável, ou seja, tentam fazer crer uma melhoria da situação económica, quando todos vemos as coisas a piorarem de dia para dia.
Em outras zonas cinzentas da administração, os representantes da extrema-direita acumulam de forma grosseira e autoritária o despesismo e a arrogância típicos da sua política: Paulo Portas, dá-se ao luxo de comprar submarinos; Bagão Félix ataca as conquistas do 25 de Abril; Celeste Cardona, conduz a justiça como se vê. O primeiro-ministro, refém da influência da extrema-direita, navega como pode e vê os índices de popularidade subirem junto dos certos sectores empresariais, saudosos do passado.
Este ano de 2004, iremos celebrar (iremos mesmo?) os 30 anos do 25 de Abril, num clima de tristeza generalizada; um país cada vez mais cinzento, mais conservador, um país que senta no banco dos réus, mulheres e companheiros, por causa do aborto, um país cada vez mais mergulhado nos últimos lugares da União Europeia. Bem a propósito, no "Publico" de hoje, Luís Fernandes diz que há, cada vez mais, em cada um de nós "um pouco de mãe de Bragança, um pouco de bispo de Braga, um pouco de Manuela Ferreira Leite. E não se vislumbra uma luz, uma réstia de esperança, um assomo de coragem, um grito de revolta.
É pois urgente que se comece a preparar uma celebração do 25 de Abril à maneira, denunciando a situação catastrófica em que a direita e a extrema-direita estão a lançar o País.
Penso ser a única forma de saudar este novo ano de 2004, porque o resto já sabemos o que vai dar: mais desemprego, mais pobreza, mais sacrifícios para quem trabalha e paga impostos, mais indiferença generalizada.

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